Se não fosse aquele gruito, eu teria pulado... Nun impulso, por uma besteira quase estraguei tudo. Um ato inconseqüênte que provocaria muita mágoa e dor em pessoas que são tudo pra mim.
Confesso que pular do 12º andar era maluquice, coisa de gente sofrida. E quem disse que naquele momento eu não estava no auge da depressão? Tiraram-me amigos, confidentes, companheiros, cúmplices, liberdade, direito de falar...
Junto com o que sobrou, apareceu aquela velha menininha carente e delicada que um dia resolveu se esconder sob uma máscara de durona e descolada.
Aos poucos fui me recompondo e vi que todo aquele sentimento daquela noite, ainda estava guardado sob o peito, só esperando a hora certa para se libertar e exibir para todos. Era um misto de sensações novas que iam desde amor à decepção.
Hoje, se perguntam se sou feliz, eu respondo que fui e se algum dia eu vir a sentir aquele frio na barriga de novo, serei igualmente feliz como eu fui um dia...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
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2 comentários:
Oi Marina,
Legal vc ter colocado o seu texto que me mostrou no seu blog.
Está mesmo muito legal.Continue escrevendo .
Um grande beijo
Tia Dê
Amei o post!!
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